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O Fórum Empresarial de Apoio à Cidade de São Paulo é uma iniciativa do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e da Rede Nossa São Paulo e tem como objetivo sensibilizar, mobilizar e assessorar as empresas para que atuem visando ao desenvolvimento justo e sustentável de São Paulo.
Acreditando que o investimento na infância e adolescência é fator decisivo para a melhoria das condições de vida no município, Fórum, Ethos e Nossa São Paulo se uniram ao UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para produzir este material de referência, com o intuito de contribuir para que as empresas, de forma organizada, sistêmica e eficiente, empreendam ações e parcerias com outras empresas, organizações sociais, poder público e instituições de ensino e pesquisa, a fim de ampliar o acesso das crianças e dos adolescentes que vivem nas áreas mais vulneráveis da cidade ao conjunto de serviços e oportunidades necessários para a plena realização de seus direitos.
Em última instância, o esforço tem a intenção de reduzir as iniquidades que não apenas envergonham esta que é uma das mais ricas e poderosas cidades do mundo, como também afetam a qualidade de vida de todos os seus moradores. Neste contexto, é importante observar que a falta de investimento na infância e adolescência contribui fortemente para o acirramento das desigualdades, gerando uma série de riscos para o país e para a cidade de São Paulo, tais como:
A perpetuação da pobreza
Crianças e adolescentes que não têm acesso a uma educação de qualidade e a oportunidades também qualificadas de preparação e inserção no mundo do trabalho dificilmente conseguem romper o ciclo de pobreza em que vivem e tendem a se tornar adultos dependentes de subsídios do Estado ou mesmo da sociedade civil. Com isso, perdem a chance de assegurar uma vida mais digna para si mesmos e de contribuir para a melhoria da cidade e do país.
A ineficiência do gasto público
O investimento em crianças e adolescentes aumenta a eficiência da despesa pública e diminui a necessidade de políticas compensatórias. A atenção integral desde a primeira infância reduz a incidência de mortalidade, problemas de saúde, abandono da escola e violência, além de ampliar o potencial de aprendizagem de meninos e meninas. Investimentos destinados a prover melhores condições de vida para as crianças e os adolescentes permitem ainda que as famílias também continuem estudando, trabalhando e ampliando a sua renda. Com isso, recursos atualmente canalizados para a solução de problemas podem ser redirecionados para o desenvolvimento do capital humano e a melhoria da infraestrutura da cidade e do país.
O comprometimento da qualidade da força de trabalho
Uma cidade e um país que investem em suas crianças e seus adolescentes ampliam o seu nível de competitividade econômica e a sua perspectiva de crescimento sustentável, uma vez que apostam na qualidade e produtividade da sua futura força de trabalho. Nesse contexto, torna-se vital que São Paulo seja capaz de prover as necessidades básicas e desenvolver o potencial intelectual, emocional e afetivo de cada um dos seus meninos e de suas meninas, a fim de despertar a curiosidade, capacidade de raciocínio e consciência social, entre outras habilidades imprescindíveis a um profissional e um cidadão verdadeiramente contributivos.
O não cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) e de diversos compromissos internacionais com a justiça social
O apoio à garantia dos direitos econômicos e sociais das mulheres, das crianças e dos adolescentes faz parte da agenda central dos principais movimentos e metas globais na área do desenvolvimento. Cinco dos oito ODMs estão diretamente vinculados à garantia dos direitos da infância, da adolescência e de suas mães. Dois dependem fundamentalmente da melhoria de suas condições de vida, uma vez que são eles as principais vítimas da miséria, da fome e das epidemias. Os demais só serão alcançados se as novas gerações forem preparadas para assumir atitudes mais responsáveis diante do outro e do meio ambiente. Para consolidar sua posição de potência emergente, o Brasil e a cidade de São Paulo, enquanto principal centro econômico e financeiro do país, precisam dar demonstrações claras de que estão comprometidos com essas metas.
O aumento da violência
Crianças e adolescentes de comunidades populares convivem sistematicamente com a violência, tanto nas ruas, quanto em suas próprias escolas e famílias. Acuados diante da baixa qualidade dos serviços a eles oferecidos e da falta de oportunidades e perspectivas de transformação da sua realidade, tornam-se alvos fáceis de casos de negligência, maus-tratos, abuso, exploração, aliciamento e homicídio, entre outras situações de alto risco para a sua integridade física e emocional. Ainda que mais acentuada nas regiões perféricas da cidade, a violência urbana transborda esses limites geográficos e ameaça toda a cidade, inclusive as crianças e os adolescentes de maior poder aquisitivo.